quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

sábado, 2 de junho de 2018

Reunião da PPI com o Pároco da Paroquia Cristo Libertador

Diocese de Teresina Piauí.

Dia 30 de maio de 2018 das 09:00 as 10:30 horas, a Coordenadora Paroquial: Maria José Barreto, reuniu-se com o Pe. Paulo Fernandes de Castro, afim de encontrar soluções de envolver as seguintes comunidades da Paroquia na Pastoral da Pessoa Idosa:

Bel Terra – Comunidade São José
Matriz – Cristo Libertador
Alto Ressurreição – Comunidade Menino Deus,
  Colorado – Comunidade Nossa Senhora da Assunção,
Frei Damião – Comunidade Nossa Senhora de Fátima,
E Comunidade São João Batista.

A primeira coisa que ele procurou saber foi o objetivo, as ações e o público alvo envolvidos. Estando ciente disso, ele com a sabedoria divina  sugeriu que em primeiro lugar além da divulgação feita pelo Coordenador Diocesano, teríamos que, entrar em contato com os coordenadores das comunidades e fazer uma reunião para levantar nomes de pessoa comprometidas com o bem estar da pessoa idosa a fim de esclarecer o papel do líder para quando for fazer o curso já saber do compromisso que tem que assumir.


O primeiro encontro foi com os coordenadores da Comunidade São José no Bairro Bel Terra em 02/06/2017.


 A proposta foi acolhida pela senhora Ivonildes Machado de Sousa Velas, que tem muito amor e zelo pela pessoa idosa. ficando responsável para conquista de novos líderes.
Agradecemos a Deus por nos enviar o Espirito Santo
Espirito Santo, dai-me um coração grande, aberto a vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da Santa Igreja!

Um coração grande e forte para superar todas as provações, todo o tédio, todo cansaço, toda a desilusão e toda ofensa!
Um coração grande, forte e constante até ao sacrifício, quando for necessário! Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo, e cumprir humilde, fiel e virilmente a bondade de do Pai                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Paulo VI

domingo, 27 de maio de 2018

A Pastoral da Pessoa Idosa recebe a visita do Dom Edivalter


Aos 25 dias de maio de 2018, a Coordenação Estadual da Pastoral da Pessoa Idosa do Piauí: Irmão Joana Maria, Maria José Barreto, Socorro e o Coordenador Diocesano Marconi Filho, receberam a visita de Dom Edivalter Bispo de Floriano PI, para tratar de  assunto sobre o bom andamento da Pastoral naquela Diocese.




sábado, 21 de abril de 2018

1º PASSO: Reunião de Sensibilização

“O mundo não será melhor se ficar mais rico, mas se todas as pessoas crescerem em igualdade”.Dra Zilda

Para as paróquias que solicitam a Pastoral da Pessoa Idosa, seguir os seguintes critérios:
a) O Pároco deve estar informado desta solicitação e ter autorizado; muitas vezes é ele mesmo o solicitante;
b) O Pároco ou a pessoa da paróquia que solicitou, deverá agendar uma reunião com as pessoas interessadas, para que alguém da Pastoral da Pessoa Idosa (coordenador diocesano, ou um facilitador) possa participar e esclarecer os objetivos e a metodologia desta Pastoral; 
c) Somente após esta sensibilização será feita a capacitação para Líderes comunitários.
Pauta da Reunião de Sensibilização:
a)     Primeiramente, perguntar quais os trabalhos voltados às pessoas idosas que já são desenvolvidos naquela localidade;
b) Apresentar um breve histórico da Pastoral da Pessoa Idosa; onde houver condições, passar o DVD da Pastoral da Pessoa Idosa. 

DESTAQUES IMPORTANTES
• As Dioceses/ Paróquias que já desenvolvem algum tipo de ação pastoral com pessoas idosas sejam estimuladas a continuar com esta ação, pois na maioria das vezes uma não inviabiliza a outra; 
• Mostrar que através desta Pastoral haverá uma atividade comum a todos, a nível nacional, que nos identificará como Pastoral da Pessoa Idosa que é a Visita Domiciliar; 
• Essa visita domiciliar a pessoas idosas é feita por líderes comunitários que passaram por uma capacitação de no mínimo 21 horas; 
• Para os que fazem a capacitação será oferecido o material da PPI (mostrar o Caderno e o Guia do Líder); 
• Cada líder comunitário visita e acompanha todos os meses, através de indicadores próprios, a uma média de 10 pessoas idosas, suas vizinhas; 
• Cada mês os líderes comunitários de cada comunidade se reúnem para refletir e avaliar as atividades do mês anterior. Nessa reunião é elaborada a FADOPI – Folha de Acompanhamento Domiciliar da Pessoa Idosa (mostrar a FADOPI); 
• Essa reunião tem também a finalidade da formação contínua dos líderes;
• Explicar o significado da Logomarca e do nome Pastoral da Pessoa Idosa – página 8
• Combinar com o grupo quando iniciar a capacitação, combinando datas, horários e local da capacitação. 

2º PASSO: Capacitação dos Líderes Comunitários

 Duração mínima de 21 horas; 
b) Grupos de no máximo 30 pessoas, o ideal é que não passe de 20 pessoas; 
c) Cada participante preenche previamente uma ficha de inscrição onde se compromete a fazer as visitas a pessoas idosas, conforme a metodologia da PPI; 
d) Só será feita capacitação em paróquias onde o Pároco solicitou ou autorizou o funcionamento da Pastoral da Pessoa Idosa em sua paróquia; 
e) Ao longo da capacitação já deve ser pensado e definido quem será o coordenador paroquial que deverá ser homologado pelo Pároco;
f) De preferência seja uma pessoa que participou da capacitação – o coordenador diocesano ou o facilitador deverá conversar sobre esse detalhe com o Pároco antes de ser nomeado o coordenador paroquial; 
 g) Na última etapa é trabalhado o conteúdo da reunião mensal para reflexão e avaliação; quando a capacitação for dada em etapas intercaladas, nesta etapa será elaborada a 1ª FADOPI; neste caso, a FADOPI será enviada à coordenação nacional logo ao término da capacitação, juntamente com o cadastro da paróquia; 
h) As primeiras 6 reuniões mensais de líderes deverão ser acompanhadas pelo facilitador que deu a capacitação; esse detalhe é fundamental, pois os líderes poderão necessitar de ajuda nas primeiras reuniões. 
 Agendamento das capacitações
a) Elaborar um cronograma para as próximas 3 capacitações de líderes. Apresentar este cronograma para o coordenador paroquial ou diocesano para saber em quais paróquias ou comunidades serão iniciadas as capacitações. Iniciar somente naquelas que já tenha sido feita a reunião de sensibilização; 
b) Agendar as reuniões mensais de líderes e definir qual facilitador as acompanhará; 
 • Quando tiverem cumprido o compromisso de capacitar 3 turmas, seria o ideal se os facilitadores pudessem continuar a se encarregar da formação contínua dos líderes, que acontece durante a reunião mensal de avaliação e reflexão. 
c) Sugestões para a celebração do envio: 
• Pode ser feito o envio ao encerrar a 7ª etapa ou agendar uma data próxima; 
• Onde houver possibilidade de uma celebração, deve-se combinar antes com o Pároco, de acordo com sua disponibilidade e dar todo um sentido de compromisso e de envio para a missão.


Momento de Espiritualidade para início de encontro com coordenadores

Abertura: O Espirito Santo
Espirito Santo, dai-me um coração grande, aberto a vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da Santa Igreja!
Um coração grande e forte para superar todas as provações, todo o tédio, todo cansaço, toda a desilusão e toda ofensa!
Um coração grande, forte e constante até ao sacrifício, quando for necessário! Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo, e cumprir humilde, fiel e virilmente a bondade de do Pai
                                                                                                                                                Paulo VI
Dinâmica: Figura humana e plaquetas
Objetivo: Questionar a participação e o modo de atuar em equipe conforme a sua função.
Desenvolvimento:
a)      Cada participante recebe uma plaqueta com um único cargo: presidente, vice, Ecônoma e conselheiras
b)      Outras pessoas recebem um pedaço de figura humana (quebra cabeça)
c)      Formar a figura (faltando uma parte da cabeça)
d)      Analisar como é a nossa Região, nosso grupo, nossa fraternidade. É completa? Todos estão participando e dando a sua participação conforme o seu cargo? O que falta na figura? O que falta na nossa equipe de trabalho?
e)      Olhando para as plaquetas: cada um, na sua comunidade, assume o cargo ou deixa para uma só pessoa? Enquanto analisa, vai tirando as plaquetas e as colocando em uma só... é assim? Quando alguém não participa, como reagimos?
                                                                                                     A resposta está em I Cor. 12,12-30 


sexta-feira, 9 de março de 2018

O mandamento novo  - 1 Jo 2,7-17  ( Mês de maio)

 O mandamento novo
«Caríssimo, não vos escrevo um novo mandamento…» (2,7). Faz aqui a sua primeira aparição de um tema que se verá muitas vezes no decorrer da carta e verificado em todas as suas tonalidades: o tema de amor. Um tema que vem exposto através daquela expressão já usada no quarto Evangelho próprio para indicar o amor fraterno e recíproco sobre o exemplo de Jesus: «Vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros…» (Gv 13,34).
O «mandamento novo», que o autor da carta recorda aos seus destinatários, não é outra coisa do que o mandamento que a primeira comunidade cristã recebeu de Jesus come sinal distintivo da própria pertença a Ele: «Por isto todos saberão que sois meus discípulos: se tiveres amor uns para com os outros» (Gv 13,35). Neste sentido é também um «mandamento antigo» porque se coloca nas origens da comunidade dos discípulos de Jesus e faz parte desde o início da sua “bagagem” de identidade, daquilo que a constitui, do seu trato distintivo («…que recebestes desde o princípio»). «Novo» e «antigo» são dois termos que parece difícil manter juntos por ser uma mesma realidade: o seu caráter contraposto, realmente (se uma coisa è nova não pode ser ao mesmo tempo antiga, e vice-versa).

No entanto para o «mandamento novo» de Jesus, o mandamento evangélico por excelência, este (antigo-novo), porque è sim uma realidade antiga, uma palavra ouvida «desde o princípio» (1Gv 1,1; 3,11) e preparada desde os primórdios da história do povo de Israel (cf. Lv 19,18), mas è ao mesmo tempo também uma palavra nova porque exprime e revela toda a novidade de Jesus, o tempo novo inaugurado com a sua vinda e o mondo novo que com Ele iniciou a tomar forma. Se o mandamento do amor fraterno já era conhecido no Antigo Testamento, é porém só com Jesus, com a sua vinda, que ela adquire uma profundidade, uma amplidão e uma intensidade até então imaginável.

E a maior novidade é «como eu vos amei» (Gv 13,34) que Jesus acrescenta ao convite de amar-nos reciprocamente. O mandamento è «novo», então, porque novo é o amor com o qual podemos vivê-lo, porque è o amor próprio de Jesus que nós acolhemos e que por nossa vez doamos para os irmãos. A novidade é que agora nós nos tornamos capazes de amar “como Ele”, porque è Ele mesmo que ama em nós, se nós lhe permitirmos ficar em nossos corações e deixarmos que o seu Espírito encontre habitualmente casa em nós (cf. 1Gv 3,24: «Nisto conhecemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos é dado»).
No novo dia
Tudo isto se torna possível desde o momento que «já aparece a luz verdadeira» (v. 8b). Nós podemos viver, podemos caminhar, podemos amar em plenitude, porque já estamos no dia luminoso inaugurado por Jesus, já estamos na sua luz e portanto todo o nosso agir pode assumir uma nova conotação. Como sem a luz não è possível alguma forma de vida e todas as coisas permanece na obscuridade e no anonimato (as suas formas, as suas cores, os seus movimentos não podem manifestar-se), assim sem aquela luz que vem de Deus – ou melhor, que è o próprio Deus (cf. 1,5!) – não è possível caminhar com Ele, comportar-se como Ele (cf. 2,6).

E é próprio o amor, aquele que vem d’Ele, aquele que é infuso nos nossos corações por meio do seu Espírito, o critério e a medida para perceber se efetivamente estamos caminhando a luz do dia, do Seu dia: «Quem diz que estar na luz…» (2,9). Amor e luz, ódio e trevas, estão sempre juntas, são quase sinônimos: o amor abre os olhos e ilumina a vida; o ódio ao contrário torna cegos e faz descer sobre tudo uma coberta de trevas, quase prelúdio de uma morte certa. Alguém fala aqui de «Clarividência do amor» (B. Maggioni), porque o amor não è só uma dimensão do nosso agir, do nosso comportamento, alguma coisa que resguarda somente, por assim dizer, a esfera moral da nossa vida, mas è também – e talvez a primeira âncora – isto que permite de conhecer, de ver, de colher os significados profundos das coisas.
Neste sentido, o amor è uma forma de conhecimento, ou seja è a forma de conhecimento mais alta porque consente de conhecer ao próprio modo de Deus, consente de conhecer compreendendo cada coisa na sua verdade, aquela verdade que emerge em toda a sua clareza só quando è aproximada por um olhar humilde e acolhedor, que não julga e não fere, mas encoraja e faz crescer…

 Se «Deus è luz» (1,5), se Jesus è a «luz verdadeira» (Gv 1,9) vinda ao mondo para iluminar cada homem, è só o amor – o Seu amor antes de tudo, que se torna presente no nosso – que confirma e torna manifesta esta verdade. Quando amo o irmão, quando acolho todos os acontecimentos da vida com aquela íntima disposição do coração que busca ver o bem em toda parte, eis que tudo aparece mais luminoso, eis que aquela luz que já está presente neste mondo se torna mais clara, mais intensa e resplendente. È talvez por isto que se diz que “o amor transfigura todas as coisas”, no sentido que faz aflorar aquela luz que cada realidade já tem em si e que se liberta somente quando è tocada por uma força boa capaz de exaltar todas as potencialidades positivas que existem nela.
O mundo sem esta luz mostra-se sem vida, imerso nas trevas da ignorância, do pecado, da morte. Por isto o autor da carta exorta com força a não amar «o mundo, nem as coisas do mundo» (2,15a). O mundo para “não amar” è aqui, esse mundo que se opõe a Deus, que não quer deixar-se iluminar pela sua luz e que pretende colocar-se no centro da vida dos homens, quase como um ídolo para ser adorado no lugar do verdadeiro Deus. Quem ama o mundo (no sentido apenas dito), quem se deixa seduzir pelas suas lógicas de morte, de mentira, de prostituições, è sinal que o amor do Pai (se entende no dúplice sentido do amor que provém de Deus e do amor que nós devemos para com Ele) não encontrou ainda morada nele.

O mundo passa com a sua concupiscência
E para esclarecer melhor que coisa levam para longe de Deus, quais são aquelas tendências ruins que impedem ao amor do Pai de vir morar em nós, eis que João as exemplifica em três inclinações ou paixões negativas nas quais se encerram tudo o que está redialmente em contraste com a lógica do amor divino: «a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida» (2,16). Sem entrar em minuciosos detalhes, podemos dizer que as primeiras duas expressões indicam sobretudo a tendência desordenada para qualquer coisa que se deseja, a busca apaixonada e desmedida de qualquer coisa Que não è Deus, mas que quer tomar-Lhe o lugar. A terceira expressão, ao contrário, sublinha o orgulho pelo que se possui (esta última expressão de fato poderia ser também traduzida com «a arrogância da riqueza») e a falsa segurança de uma vida satisfeita, cheia mais de bens do que de verdadeiras riquezas da alma (uma ilustração eficaz deste acontecimento podemos encontrar na parábola do rico louco contada em Lc 12,15-21).

«E o mundo passa com a sua concupiscência…» (2,17). Além de ser enganador e nocivo, este modo de “amar o mundo” è também passageiro, sem consistência, absolutamente falso, porque o mundo «passa (é passageiro)». enquanto quem se deixa conduzir pela vontade de Deus, quem procura fazer todas as coisas à luz do seu amor, quem procura caminhar «como Cristo caminhou» (2,6), «permanece» por toda a eternidade, a sua vida adquire solidez, durabilidade e estabilidade. Como as trevas «passam/se desfazem (é passageira)» (v. 8b) ao chegar a luz, assim quem se obstina a caminhar nas trevas não pode esperar “permanecer”, eternamente, porque não está em comunhão com a luz, é só a realidade que “permanece” enquanto sinal e revelação do próprio rosto de Deus (cf 1,5). Como nos narra o livro do Apocalipse, no fim dos tempos «não existe mais noite» (Ap 21,15; 22,5), nem trevas alguma, porque a luz do Senhor invadirá tudo e brilhará para sempre.
Para concluir, podemos ouvir outra vez aqueles versículos colocados quase no centro do nosso trecho e que constituem uma espécie de intermédio no qual o autor da carta se volta diretamente aos seus destinatários dirigindo-lhes a palavra como «filhinhos» «pais» jovens» (vv. 12-14). Dirigindo-se aos seus leitores com estes diversos nominativos, João parece mesmo dirigir-se a todos, aos membros de todas as gerações, a toda categoria de pessoas, a todo grupo presente na comunidade destinatária da carta (alguns viram aqui três distinções não só de idade mas também de maturidade espiritual, outros leram três qualidades presentes em cada um: como a dizer que cada um pode sentir-se interpelado e chamado diretamente para a causa…). «Filhinhos» «pais» «jovens»: cada um possui um dom, um grande dom para cuidar zelosamente e para valorizar plenamente, um dom para reconhecer com infinita gratidão e para não deixar-se de nenhum modo que se perca pelo caminho.

O perdão dos pecados, o conhecimento de Deus como Pai e a vitória sobre o Maligno, são realmente três grandes dons que todo cristão já possui pela força do «nome» de Jesus (cf. v. 12), isto è pela sua obra, pela sua vida e pela sua morte oferecidas por nós. Podemos ler estes três dons – ou realidade dos quais o cristão já faz experiência – come coligados e concatenados um com o outro: o verdadeiro rosto de Deus como Pai, de fato, se descobre primeiramente através da experiência do perdão (cf. Lc 15!) e, uma vez conhecido o Pai e tendo acolhido a sua palavra no profundo do coração, se pode afrontar a luta contra o Maligno seguros da vitória. Retorna aqui, neste versículo 14, aquele verbo tão característico de João já aparecido no v. 10 e que aparecerá ainda no v. 17: «permanecer». «Sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós».
“Permanecer em” é expressão que diz a ligação duradoura de uma comunhão, a estabilidade em uma relação, o permanecer de uma realidade em outra. Se a palavra de Deus permanece em nós, mora em nós, é o próprio Deus que fez morada em nós e em nós estabeleceu a sua casa. Se não somos nós a expulsara-lo, ele permanecerá, nos guardará e nos protegerá de todo mal, porque a sua palavra è poderosa, viva e eficaz (cf Eb 4,12), e nada e ninguém pode resistir diante dela. Guardemos portanto esta palavra no coração, deixemos que cresça e dê os seus maravilhosos frutos, e conheceremos os abismos do amor de Deus, a beleza do seu rosto de Pai e o esplendor daquele mundo novo, transfigurado pela luz que apareceu com a vinda do seu Filho…
 Para continuar a reflexão
João não separa nunca o amor por Deus do amor pelos irmãos. O  «mandamento novo», sobre o qual retorna muitas vezes nos seus escritos, diz toda a profundidade de um amor que muito olha para o “alto” (o Pai), mas se sente impelido a dirigir-se para o “baixo” (os irmãos). Acreditamos que o amor – este amor tão concreto, tão útil e quotidiano, tão atento a todos aqueles que preenchem os nossos dias – seja a única verdadeira novidade da nossa vida e que a sua luz seja suficiente para iluminar o nosso caminho e a levarem ao cumprimento todos os nossos desejos?
  A nossa vida neste mundo è constantemente assinalada por uma luta que assume os traços de um dúplice amor, uma dúplice paixão: pelas coisas do mundo e pelas realidades do Céu. «O amor do Pai», como temos visto, è incomparável com «O amor do mundo» (v. 15). Se somos filhos de Deus, existe um só amor que se nos destinam enquanto filhos: como deixá-lo crescere em nós, como deixarmos encher o coração assim a ponto de não concedere più muito espaço a isto que João chama «a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida»?
  Como filhas amadas, como discípulas do Senhor, como destinatárias de uma palavra que é luz sobre o nosso caminho, temos recebido o maior dom que nos podia ser dado: a comunhão com Deus, a participação na sua própria vida; uma comunhão que nos leva a plenitude da alegria (cf. 1,3-4). Como cuidar deste dom? Como viver tendo cuidado para não dissipar este tesouro, para não desperdiçar toda a graça recebida, para não apagar aquela luz que Deus já acendeu em nós? Porque – pensemos bem – este é o único e só contributo que nos é pedido